Japão reconquista em Baku o oitavo título mundial de judo por equipas mistas

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Japan Reclaims Eighth World Judo Mixed Team Title in Baku

Japão recupera o ouro e Rússia alcança a sua primeira final

O Japão reconquistou o título mundial de judo por equipas mistas em Baku, no Azerbaijão, a 11 de outubro de 2026, conquistando o seu oitavo ouro nesta prova depois de Akari Omori garantir a vitória decisiva frente à Rússia. A Geórgia e o Uzbequistão conquistaram as duas medalhas de bronze, encerrando oito dias de competição na Arena Nacional de Ginástica.

Índice
  1. Japão recupera o ouro e Rússia alcança a sua primeira final
  2. Como o Japão construiu a vantagem decisiva
  3. Omori encerra a final depois da resposta de Bashaev
  4. Quatro vitórias conduzem o Japão pela competição
  5. Rússia sobrevive a dois combates de desempate
  6. Geórgia recupera depois de perder o título
  7. Uzbequistão conquista o bronze frente à Mongólia
  8. Treino conjunto liga o sucesso mundial a um objetivo olímpico
  9. Calendário do campeonato e próxima prova agendada
  10. Pontos-chave

A União Europeia de Judo registou a vitória do Japão por 4-1 no seu relatório de encerramento dos campeonatos. A Federação Internacional de Judo apresentou um resultado final diferente, 4-2, embora a descrição dos combates individuais enumere quatro vitórias japonesas e uma russa. Ambas as instituições identificam o Japão como campeão e a Rússia como medalha de prata.

Shiho Tanaka, Sanshiro Murao e Mao Arai colocaram o Japão em vantagem por 3-0 antes de Tamerlan Bashaev conquistar um ponto para a Rússia. Omori derrotou então Irina Zueva e decidiu a final. Foi a primeira vez que a Rússia chegou a uma final mundial de equipas mistas, depois de duas vitórias exigentes que obrigaram à realização de combates de desempate.

O triunfo do Japão surgiu na sequência de uma forte competição individual, que terminou a 10 de outubro. Os seus atletas venceram sete categorias de peso, três masculinas e quatro femininas, e conquistaram 12 medalhas individuais. Murao e Omori prolongaram esse sucesso na competição por equipas, depois de conquistarem os títulos individuais masculinos de menos de 90 kg e femininos de menos de 57 kg.

Como o Japão construiu a vantagem decisiva

A final começou na categoria feminina de menos de 70 kg, com Tanaka, campeã mundial em 2025, a defrontar Madina Taimazova, medalhada mundial e olímpica. O combate chegou ao ponto de ouro, o período suplementar utilizado quando nenhum dos atletas alcança a vitória no tempo regulamentar. Tanaka conquistou um yuko, uma pontuação inferior a um waza-ari ou a um ippon, colocando o Japão em vantagem.

Murao defrontou depois Egor Andoni. Segundo o relato da luta pelas medalhas da Federação Internacional de Judo, Andoni manteve o combate empatado durante cerca de dois minutos e meio, até Murao pontuar com um uchi-mata. Um segundo yuko aumentou a vantagem e deu ao Japão o segundo ponto por equipas.

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O combate de Arai com Daria Rechkalova foi menos linear. A judoca japonesa atacou cedo no solo, mas Rechkalova defendeu-se e tornou-se mais ativa quando o combate regressou à luta em pé. Arai recebeu duas penalizações, ficando sob pressão à medida que o combate prosseguia.

No tempo suplementar, Rechkalova atacou sem preparação suficiente e Arai contra-atacou para vencer. O Japão passou a liderar por 3-0, com três atletas diferentes a contribuírem com pontos. A sequência mostrou por que razão as medalhas individuais, por si só, não decidem um título por equipas: Tanaka precisou de tempo suplementar, Murao construiu uma vantagem pontual e Arai recuperou de uma situação difícil.

Omori encerra a final depois da resposta de Bashaev

A Rússia escolheu Bashaev para o combate masculino de pesos pesados contra Kenta Nakano. Bashaev marcou um yuko e protegeu essa curta vantagem. A 44 segundos do fim, Nakano tentou um grande lançamento em roda, mas Bashaev defendeu com sucesso e manteve a Rússia em prova.

Omori defrontou depois Zueva no combate feminino de menos de 57 kg. Zueva começou de forma agressiva, ameaçou no solo e continuou a atacar de pé. Omori teve inicialmente dificuldades em impor-se, mas encontrou uma oportunidade para marcar um yuko.

A judoca russa continuou a ser perigosa na transição para o combate no solo, ficando perto de aplicar um estrangulamento. Omori foi ganhando controlo e, a cerca de um minuto do fim, somou um waza-ari com um lançamento de anca, elevando a adversária pela manga. A vitória deu ao Japão o quarto ponto por equipas e o título.

A ordem dos cinco combates apresentada nos relatos publicados sustenta o resultado de 4-1. Ainda assim, o relato final da IJF termina com um resultado de 4-2, sem descrever uma segunda vitória russa. Não é possível esclarecer esta discrepância com base nas descrições dos combates publicadas. Existe uma diferença semelhante nos relatos da disputa pelo bronze, pelo que é necessário distinguir os medalhados consensuais dos resultados contestados.

Quatro vitórias conduzem o Japão pela competição

O Japão venceu quatro confrontos por equipas, começando a sua participação na segunda ronda. O primeiro adversário foi o país anfitrião, o Azerbaijão, que já tinha derrotado a Áustria. O Azerbaijão conquistou um ponto contra o Japão, mas a equipa visitante avançou por 4-1.

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O Japão repetiu esse resultado frente à Mongólia nos quartos de final e defrontou depois a China nas meias-finais. Esse encontro deu-lhe a oportunidade de desforrar a derrota nas meias-finais do ano anterior, quando a China interrompeu a defesa do título japonês.

A meia-final ficou marcada por um incidente invulgar: a chinesa Lu Liu e a japonesa Tanaka foram ambas desclassificadas por falta de ataques. O Japão já estava em vantagem graças a Uchimura. Murao venceu depois por ippon, uma pontuação decisiva que termina imediatamente um combate individual, e Arai garantiu outra vitória com uma imobilização no solo.

O Japão avançou por 3-0. O resultado abriu caminho de regresso à final e respondeu diretamente à derrota que tinha posto fim à sua série de títulos em 2025. Nas duas primeiras rondas e na meia-final, o Japão venceu com diferentes combinações de projeções, técnicas no solo e gestão disciplinada dos combates.

Rússia sobrevive a dois combates de desempate

O caminho da Rússia até à medalha de prata foi mais atribulado. Nos quartos de final, defrontou a França, campeã olímpica em título por equipas mistas. Com o confronto empatado, Mansur Lorsanov derrotou Aleksa Mitrovic ao marcar um yuko no ponto de ouro, garantindo à Rússia a passagem por 4-3.

A meia-final contra o Uzbequistão também chegou ao 3-3. Ahadov colocou o Uzbequistão em vantagem logo no início, com um ippon; Lishchenko empatou com um yuko e Murtozoev voltou a dar vantagem ao Uzbequistão. Rechkalova venceu depois por submissão, fixando o resultado em 2-2.

Inal Tasoev, tricampeão mundial individual na categoria masculina de mais de 100 kg, colocou a Rússia em vantagem frente a Muzzafarbek Turoboyev, campeão mundial de 2022 na categoria masculina de menos de 100 kg pelo Uzbequistão. Tasoev esteve inicialmente em desvantagem, mas inverteu o rumo do combate com uma projeção de bloqueio com o pé. Aminova empatou depois o resultado por equipas, obrigando a um combate de desempate.

O combate da categoria masculina de mais de 90 kg terminou empatado, fazendo regressar Tasoev e Turoboyev ao tatami. Tasoev voltou a vencer por ippon e garantiu à Rússia a sua primeira final mundial por equipas mistas. As duas vitórias frente ao mesmo adversário foram decisivas para esta estreia russa.

Dezassete equipas competiram em Baku e cinco confrontos chegaram a um combate de desempate. A Rússia teve de sobreviver a dois antes de defrontar o Japão. O formato permite às equipas recuperar de derrotas individuais, mas uma única desforra escolhida pode acabar por determinar se um país avança.

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Geórgia recupera depois de perder o título

A Geórgia chegou como campeã mundial em título, mas perdeu por 4-3 frente ao Uzbequistão nos quartos de final. Umida Nigmatova garantiu a vitória decisiva do Uzbequistão no ponto de ouro, na categoria feminina de mais de 70 kg, enviando a Geórgia para a repescagem, a via que permite às equipas derrotadas elegíveis ainda disputar o bronze.

A Geórgia derrotou depois a França por 4-3. O bicampeão olímpico Lasha Bekauri teve um papel decisivo, apesar de ter sofrido uma lesão no início do combate. Chamado de volta para o combate de desempate, regressou ao tatami e conseguiu a pontuação de que a Geórgia precisava. A sua campanha no campeonato individual tinha terminado com uma derrota frente a Murao.

O combate da Geórgia pela medalha de bronze contra a China gerou outra divergência entre os relatos oficiais. A União Europeia de Judo registou uma vitória georgiana por 4-0. A IJF descreveu a Geórgia a começar em desvantagem de um ponto, porque Sophio Somkishvili não podia competir e não estava inscrita nenhuma suplente. A sequência de vitórias que apresentou aponta para um resultado de 4-1.

Segundo esse relato detalhado, Nino Gulbani empatou ao derrotar Lu Liu com um estrangulamento. Luka Maisuradze imobilizou depois Heblige Bu até obter um ippon, e Irakli Demetrashvili derrotou Fuchun Huang, aumentando a vantagem georgiana.

Eteri Liparteliani, campeã mundial em 2025 e medalhada de prata individual em 2026, completou a vitória frente a Nan Wang. Wang marcou primeiro com um yuko, mas Liparteliani contra-atacou para obter um waza-ari e somou mais tarde outro yuko. Ambos os relatos oficiais concordam que a Geórgia conquistou o bronze, embora discordem quanto ao resultado e à possibilidade de a China ter começado com um ponto de vantagem.

Uzbequistão conquista o bronze frente à Mongólia

O Uzbequistão recuperou da derrota nas meias-finais frente à Rússia ao derrotar a Mongólia no outro combate pela medalha de bronze. O caminho até ao pódio incluiu a eliminação da campeã em título, a Geórgia, e o fim da campanha da Alemanha.

Shirinjon Yuldosheva abriu o combate pelas medalhas com um yuko no tempo suplementar frente a Enkhriilen Lkhagvatogoo, medalhada mundial mongol na categoria individual de menos de 63 kg. Murtozoev marcou depois um ippon no combate por equipas masculino de menos de 90 kg, dando ao Uzbequistão uma vantagem de 2-0.

Adyasuren Amarsaikhan recuperou um ponto para a Mongólia com um estrangulamento na categoria feminina de mais de 70 kg. Turoboyev restabeleceu a vantagem de dois pontos do Uzbequistão ao derrotar Gonchigsuren Batkhuyag, mas Sosorbaram Lkhagvasuren manteve a Mongólia na luta quando Aminova perdeu por penalizações.

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Com o resultado em 3-2, Ahadov defrontou Uranbayar Odgerel com a possibilidade de terminar o confronto. Marcou um yuko e defendeu a vantagem, garantindo a quarta vitória do Uzbequistão e a medalha de bronze. Ao contrário da meia-final entre a Rússia e o Uzbequistão, este confronto não precisou de um combate de desempate.

A Mongólia chegou ao combate pelo bronze depois de eliminar a Turquia por 4-3 na repescagem. A Turquia tinha perdido anteriormente os quartos de final contra a China por 4-1. A derrota da França frente à Geórgia e a eliminação anterior da Itália pelo mesmo adversário ilustraram também a exigência da competição.

Treino conjunto liga o sucesso mundial a um objetivo olímpico

O oitavo título do Japão foi conquistado na nona edição da prova mundial por equipas mistas, criada em 2017. O Japão subiu ao pódio em todas as edições. Oito ouros em nove torneios correspondem a quase 89% dos títulos, embora o seu registo olímpico seja diferente: a França venceu as duas competições olímpicas por equipas mistas, deixando o Japão com duas medalhas de prata.

Depois de não conseguir conquistar um oitavo título mundial consecutivo em 2025, o Japão realizou sessões conjuntas de treino para homens e mulheres a partir da primavera. Os atletas treinaram juntos durante grande parte do programa, desde os aquecimentos até ao randori, os combates de treino utilizados para desenvolver as capacidades competitivas.

Keiji Suzuki, treinador principal da equipa masculina do Japão, afirmou que a preparação anterior dava pouca atenção à competição por equipas. Em declarações traduzidas do japonês, explicou o problema:

Havia muitos contextos em que treinávamos separadamente, e a preparação com a competição por equipas em mente não era suficiente.

Os atletas usaram também camisolas com o slogan em inglês "One Team Heart", que tinham concebido para a competição por equipas. Suzuki relacionou esse esforço com a ambição do Japão para os Jogos Olímpicos de Los Angeles. Em declarações traduzidas, afirmou:

O ouro nos Jogos Olímpicos de Los Angeles é um objetivo de longa data. Se atletas que estão entre os melhores do mundo se unirem, nenhuma equipa será tão forte.

O resultado de Baku reforça os argumentos desportivos a favor dessa preparação, mas não demonstra que o treino conjunto, por si só, tenha causado a vitória. O Japão contava também com uma força individual considerável, incluindo sete títulos mundiais recém-conquistados, e recebeu contributos decisivos dos atletas masculinos e femininos.

Calendário do campeonato e próxima prova agendada

O regresso ao ouro seguiu uma sequência que vai da criação da prova à renovada preparação da equipa japonesa:

  • 2017: Teve início a prova mundial por equipas mistas. O Japão subiu ao pódio em todas as nove edições até 2026.
  • 2025: A Geórgia conquistou o título mundial, pondo fim à série de sete medalhas de ouro consecutivas do Japão. O Japão perdeu com a China nas meias-finais e conquistou o bronze.
  • Primavera de 2026: O Japão realizou sessões conjuntas de treino para os atletas masculinos e femininos.
  • 10 de outubro de 2026: Terminou a competição individual, com o Japão a conquistar sete títulos e 12 medalhas.
  • 11 de outubro de 2026: O Japão derrotou a Rússia na final por equipas mistas, em Baku.
  • Junho de 2027: Os próximos Campeonatos do Mundo estão previstos para Astana, no Cazaquistão.
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O presidente da IJF, Marius Vizer, entregou o troféu de ouro, enquanto Almaz Alsenov, diretor executivo do Harvest Group, entregou o troféu de prata. A Rússia saiu de Baku com a sua primeira participação numa final mundial por equipas mistas, enquanto a Geórgia e o Uzbequistão completaram o pódio.

Os próximos campeonatos estão previstos para junho, em Astana, mas não foi indicada uma data exata para a competição. A questão imediata por esclarecer é a inconsistência dos resultados oficiais da final e do combate da Geórgia pela medalha de bronze. Estas diferenças não alteram a ordem das medalhas, embora sejam relevantes para um registo rigoroso dos pontos obtidos pelas equipas em cada combate.

Pontos-chave

  • O Japão conquistou em Baku o seu oitavo título mundial por equipas mistas, a 11 de outubro de 2026.
  • Akari Omori garantiu a vitória decisiva, depois dos triunfos de Shiho Tanaka, Sanshiro Murao e Mao Arai.
  • A União Europeia de Judo registou a final como 4-1; a IJF indicou 4-2, apesar de descrever apenas uma vitória russa.
  • A Rússia chegou pela primeira vez à final mundial por equipas mistas, depois de vitórias decisivas frente à França e ao Uzbequistão.
  • A Geórgia e o Uzbequistão conquistaram o bronze. Os relatos oficiais também divergem quanto ao resultado da vitória georgiana frente à China.
  • O Japão terminou a competição individual com sete títulos e 12 medalhas.
  • Os próximos Campeonatos do Mundo estão previstos para junho de 2027, em Astana, no Cazaquistão.
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