Lisa fala abertamente sobre a polémica em torno de insultos racistas, as ambições a solo e a liberdade pessoal em Always Lalisa

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Lisa Opens Up About Racial Slur Controversy, Solo Ambitions and Personal Freedom in Always Lalisa

Um ano de liberdade e as pressões que se seguiram

O regresso de Lisa a Seul, em junho de 2025, encerra um capítulo de Always Lalisa, um documentário que acompanha a cantora dos Blackpink durante a produção de Alter Ego, a sua estreia como actriz em The White Lotus e os preparativos para a sua actuação a solo no Coachella. A par destes marcos, a realizadora Sue Kim regista uma polémica em torno de um insulto racista, ameaças de morte, dúvidas sobre a voz de Lisa e a dificuldade em separar a vida privada das expectativas associadas à sua carreira.

Índice
  1. Um ano de liberdade e as pressões que se seguiram
  2. O que Lisa diz sobre os vídeos de ensaios divulgados
  3. Ameaças e críticas durante o lançamento do álbum
  4. Deixar as restrições para trás sem abandonar os Blackpink
  5. Ganhar confiança para além do papel de rapper
  6. The White Lotus levou-a de volta à Tailândia
  7. Memórias de família por trás de uma carreira global
  8. Até que ponto o documentário teve acesso?
  9. Coachella, reunião e calendário de lançamento
  10. Pontos principais

O filme, que estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto a 11 de setembro de 2026, tem estreia limitada nas salas marcada para 12 de outubro. A sua história central não é uma saída definitiva dos Blackpink. Lisa e as restantes integrantes, Jennie, Jisoo e Rosé, acordaram fazer uma pausa nas actividades do grupo para se dedicarem a projectos individuais, antes de voltarem a reunir-se.

Para Lalisa Manobal, essa pausa tornou-se uma prova de até que ponto podia decidir por si própria. Trabalhou com produtores que não conhecia, procurou um papel como actriz na Tailândia e questionou as restrições às relações amorosas e ao consumo de álcool que, segundo diz, tinham regido a sua vida na YG Entertainment.

O documentário também regista a sua reacção quando antigos vídeos de ensaios, nos quais as integrantes dos Blackpink usavam insultos racistas ao interpretar canções de rap norte-americanas, começaram a circular na Internet. Kim diz que a conversa foi filmada no dia em que os vídeos surgiram, sem respostas preparadas. A cena liga duas das principais preocupações do filme: a responsabilidade de Lisa pela sua conduta passada e a sua capacidade de falar publicamente numa carreira há muito moldada por decisões da gestão.

Lisa diz que a pausa começou em 2024, enquanto o filme acompanha os acontecimentos até ao Coachella de 2025 e ao seu regresso a Seul, em junho desse ano. O período trouxe-lhe maior liberdade, mas esteve longe de ser umas férias tranquilas.

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O que Lisa diz sobre os vídeos de ensaios divulgados

Os vídeos mostravam Lisa e outras integrantes dos Blackpink, então aprendizes adolescentes, a interpretar canções de rap sem omitir linguagem ofensiva, incluindo a palavra «nigger». A divulgação levou a pedidos de desculpas numa altura em que Lisa se preparava para o Coachella.

No documentário, Lisa diz que tinha 15 ou 16 anos quando as imagens foram gravadas. Explica que o inglês não era a sua primeira língua e que tinha encontrado o termo na música sem compreender a sua história ofensiva. Reconhece também que agiu mal.

Lisa, ao falar sobre o que aprendeu desde as gravações, diz:

Agora nunca faria isso, porque agora tive acesso a educação», diz. «Agora sei mais.

O reconhecimento é directo:

Mas fiz mal.

Os relatos divergem quanto à firmeza com que descrevem o papel da editora no seu silêncio inicial. Um afirma que as integrantes foram proibidas de emitir uma declaração; outro refere uma sugestão da editora, a par de ameaças de morte dirigidas a Lisa. Ambos descrevem circunstâncias em que ela não se dirigiu de imediato aos fãs em público. Mais tarde, pediu desculpa publicamente numa entrevista a uma revista, embora algumas pessoas não tenham ficado convencidas.

Kim diz que fez uma pergunta a Lisa e a cantora falou durante cerca de uma hora. A realizadora descreve a resposta como espontânea, e não como uma declaração preparada para o documentário. A cena regista arrependimento e uma explicação, mas a sua inclusão não determina como as pessoas magoadas por aquela linguagem irão avaliar a resposta.

Ameaças e críticas durante o lançamento do álbum

A polémica surgiu numa fase exigente da carreira a solo de Lisa. Always Lalisa regista ameaças de morte e a sua decisão de continuar a comparecer em eventos públicos, apesar das preocupações com a própria segurança. Essas ameaças são distintas das críticas aos vídeos, embora ambas tenham contribuído para a pressão em seu redor.

Lisa descreve as preocupações com a segurança como algo que lhe ficava «a martelar na cabeça». O documentário também a mostra a lidar com reacções negativas a Alter Ego, fazendo do lançamento do álbum um período de incerteza profissional e de sofrimento pessoal.

Uma fuga de informação à parte agravou a situação. Faixas de Alter Ego surgiram na Internet alguns dias antes do lançamento do álbum. A pessoa responsável não foi identificada. Lisa diz que queria que as pessoas respeitassem o trabalho e não queria que outros artistas passassem pela mesma experiência.

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O filme apresenta reacções negativas de fãs e críticos, em vez de retratar a chegada do álbum como um sucesso sem sobressaltos. Lisa diz que a recepção a deixou triste, mas que continuou orgulhosa do álbum. Essa distinção é importante para o retrato: a aprovação estava fora do seu controlo, mas concluir um projecto que reflectia as suas escolhas era algo que podia reivindicar.

Deixar as restrições para trás sem abandonar os Blackpink

A saída de Lisa da YG para se dedicar à carreira individual e o acordo com a RCA Records, nos Estados Unidos, fazem parte do relato de independência apresentado no documentário. O seu posterior regresso aos Blackpink deixa claro que o trabalho a solo e a continuação no grupo não foram apresentados como opções incompatíveis.

Lisa diz que as regras da YG incluíam restrições ao consumo de álcool e aos encontros amorosos. No filme, recorda ter receado que a sua vida amorosa pudesse prejudicar a popularidade dos Blackpink. Por volta dos 25 ou 26 anos, começou a sentir que esconder essa parte de si já não era a forma como queria viver.

A canção Dream tornou-se uma expressão dessa mudança. Lisa diz que gravá-la a deixou ansiosa, porque antes as relações amorosas eram algo que tinha de manter em segredo. Não identifica a pessoa a quem a canção se refere e rejeita a ideia de que os fãs tenham necessariamente desvendado esse mistério.

Kim considera que a decisão de Lisa de procurar uma relação profissional diferente foi difícil para alguém que, desde a adolescência, fora treinada para obedecer a instruções. Essa é a interpretação da realizadora sobre a experiência de Lisa, não uma prova de que todos os artistas da indústria musical coreana enfrentem as mesmas condições.

Lisa também fala do desejo de casar e ter filhos e da esperança de que os fãs compreendam que esses desejos podem coexistir com a carreira. Questionada sobre esta parte vulnerável do filme, a cantora diz:

Espero que me compreendam melhor», diz Lisa. «Sou apenas uma rapariga; no fundo, queremos todos o mesmo. É só isso. Só quero que me compreendam melhor.

Ganhar confiança para além do papel de rapper

As sessões de gravação mostram, de forma concreta, o que mudou. Lisa diz que trabalhou com o mesmo produtor durante anos na Coreia e que depois teve de encontrar produtores e compositores fora desse ambiente familiar. A liberdade trouxe decisões que ainda não se sentia à vontade para tomar.

O produtor e compositor britânico Sammy Soso e o produtor vocal Kuk Harrell surgem no trailer do documentário. Soso recorda que, inicialmente, Lisa tinha demasiada vergonha para falar directamente com ele. Harrell diz que ela lhe contou que nunca tinha trabalhado com um produtor vocal externo à equipa dos Blackpink.

Lisa, ao explicar o nervosismo de mostrar as suas capacidades vocais a colaboradores que não conhecia, diz:

Acho que me faltava confiança.

As suas dúvidas tinham uma história. Lisa diz que a reacção da YG à sua interpretação de Talking to the Moon, de Bruno Mars, a deixou com a sensação de que cantar não era para ela. Nos Blackpink, o seu papel era sobretudo o de rapper e dançarina. Diz que sempre quis cantar, mas não tivera a mesma oportunidade de explorar essa faceta de forma independente.

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Always Lalisa mostra lágrimas, incerteza e críticas de um treinador vocal. Esses momentos dão substância à mudança, que foi mais do que uma alteração de editora ou de imagem: Lisa tentava desenvolver uma capacidade enquanto enfrentava um juízo anterior sobre os seus limites.

Alter Ego organiza essa exploração em torno de cinco personas: Vixi, Kiki, Speedi, Roxi e Sunni. Lisa descreve-as como diferentes partes de si, incluindo versões a que pode recorrer quando precisa de se sentir destemida ou de enfrentar algo assustador. A imagem confiante do álbum contrasta com as imagens que mostram a incerteza que a sua criadora por vezes sentia.

The White Lotus levou-a de volta à Tailândia

Lisa diz que o seu primeiro plano para a pausa dos Blackpink era viajar. A oportunidade de fazer uma audição para a terceira temporada de The White Lotus alterou esse plano. Gravou uma audição por iniciativa própria e conseguiu o papel de Mook Sornsin, uma terapeuta de bem-estar na Tailândia onde decorre a série.

A escolha tinha também uma ligação familiar. Lisa diz que a mãe sonhava ser actriz quando era criança, o que a ajudou a inspirar-se para aproveitar a oportunidade. O criador da série, Mike White, surge no documentário a falar das suas primeiras dúvidas quanto à escolha de uma estrela da música com projecção mundial, incluindo se seria uma acção promocional ou se exigiria segurança adicional. Conhecer Lisa mudou a sua perspectiva.

A produção permitiu a Lisa passar um período prolongado perto de casa. Diz que passou seis meses na Tailândia, embora continuasse a viajar para Los Angeles para trabalhar em música. Estar perto da família foi parte do valor da experiência, que não foi apenas mais um crédito no seu currículo.

O documentário também mostra uma vida social menos condicionada no plateau. Um produtor executivo diz que Lisa organizou mais festas do que qualquer outra pessoa e que os shots de tequila eram uma presença constante. O episódio oferece um contraste concreto com as restrições ao álcool que Lisa descreve na fase anterior da sua carreira.

O trabalho como actriz e a música serviram, por isso, propósitos diferentes durante a mesma pausa. Um levou-a a um campo criativo desconhecido e aproximou-a da família; o outro exigiu que formasse uma nova equipa e aprendesse a falar com mais confiança sobre o que queria.

Memórias de família por trás de uma carreira global

Always Lalisa começa com Lisa e a mãe a recordarem uma visita a uma vidente que sugeriu que mudasse o nome para Lalisa, dizendo que seria um nome amado por muitas pessoas. Lisa lembra-se de ter cerca de 13 anos na altura.

O relato sobre a entrada na indústria dá a essa história de infância uma continuação exigente. Fez uma audição para a YG aos 13 anos, mudou-se da Tailândia para a Coreia do Sul aos 14 e treinou durante cinco anos antes de se estrear nos Blackpink. Diz que tinha duas horas de aulas de coreano por dia, além dos treinos de performance.

Lisa atribui à mãe e ao padrasto a confiança necessária para a deixarem mudar-se sozinha para o estrangeiro. Agradece também às colegas de banda por a terem ajudado a lidar com a solidão e a pressão desses anos. O enfoque do filme na sua independência não apaga essas relações.

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Antes das actuações, Lisa diz que convida o falecido avô e a falecida professora de dança, Nok, a assistirem. O avô morreu durante a pandemia, quando ela não pôde regressar à Tailândia para o ver. Descreve ambos como apoiantes importantes, cuja influência continua a acompanhá-la.

Ao falar desse ritual, Lisa diz:

Sinto que são os meus anjos da guarda.

Estas memórias ligam as principais etapas do documentário às pessoas que a apoiaram antes da fama mundial. O Coachella torna-se tanto uma prova para a sua carreira a solo como uma actuação que gostaria que esses primeiros apoiantes pudessem ver.

Até que ponto o documentário teve acesso?

Os trabalhos anteriores de Kim incluem a realização de The Last of the Sea Women, sobre as mergulhadoras da ilha sul-coreana de Jeju, e a produção executiva de K-Pop Idols. Para Always Lalisa, diz que procurou intimidade e vulnerabilidade, em vez de um retrato inteiramente filtrado pelas convenções da promoção de ídolos.

Lisa diz que Kim a deixou suficientemente tranquila para falar abertamente, por vezes durante três ou quatro horas. A realizadora afirma que a cantora permitiu um acesso quase total e não pediu que retirassem uma única cena depois de ver o filme.

Noutras áreas, houve limites. Kim diz que não conseguiu obter autorização para licenciar música dos Blackpink nem imagens da antiga editora de Lisa, apesar de querer incluir algum material que ajudasse o público a ouvir o seu trabalho anterior. Descreve essa tentativa de obter licenças como a sua única interacção com a antiga editora.

O filme foi encomendado pela divisão cinematográfica da editora discográfica de Lisa. Esta relação comercial é relevante para avaliar um documentário que também promove a carreira de uma artista. O acesso a momentos desconfortáveis não torna a produção independente desses interesses.

Ainda assim, as dificuldades em estúdio, as críticas negativas e a polémica distinguem o filme de uma simples celebração do sucesso. O relato de Kim mostra a disponibilidade de Lisa para manter cenas difíceis, enquanto as restrições de licenciamento explicam por que razão o documentário não pode oferecer uma história musical completa dos Blackpink.

Coachella, reunião e calendário de lançamento

Lisa encara o Coachella como uma prova decisiva para perceber se será reconhecida como artista a solo. Os preparativos juntam as pressões do álbum, da sua voz e das expectativas do público numa só actuação. Diz que sentia que o espectáculo tinha de ser perfeito.

O documentário termina então com o regresso de Lisa a Seul, em junho de 2025. Kim descreve os sentimentos de Lisa como ambivalentes, reflectindo a preocupação de conservar a liberdade que experimentara, e não qualquer hostilidade em relação aos Blackpink.

Mais tarde, Lisa descreve a reunião com maior segurança. Diz que as integrantes ganharam confiança através do trabalho individual e regressaram com energia renovada. Mantiveram o contacto durante a pausa através de mensagens, chamadas, videochamadas e refeições em conjunto. Sentir-se sozinha no trabalho a solo não significava perder o apoio do grupo.

A sequência dos acontecimentos e dos lançamentos anunciados é a seguinte:

  • 2024: Lisa diz que começou a pausa nas actividades dos Blackpink para se dedicar a projectos individuais.
  • 2025: Estreia-se como actriz em The White Lotus e actua a solo no Coachella.
  • Junho de 2025: Regressa a Seul e retoma o trabalho com os Blackpink, ponto em que termina o documentário.
  • 11 de setembro de 2026: Always Lalisa estreia no Festival Internacional de Cinema de Toronto, com Lisa presente numa conversa após a sessão.
  • De 12 a 18 de outubro de 2026: Estão previstas sessões nos cinemas tailandeses, em formato normal e IMAX.
  • 23 de outubro: É anunciado o lançamento do EP Press Play.
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Os relatos apontam para 12 de outubro como data de estreia nos cinemas, embora divirjam quanto ao dia da semana: um refere segunda-feira e outro sábado. No calendário tailandês de 2026, 12 de outubro calha a uma segunda-feira. Também está previsto que as sessões em Singapura comecem a 12 de outubro.

Na Tailândia, os bilhetes para as sessões normais começam nos 350 baht e os bilhetes IMAX nos 550 baht. O preço inicial do IMAX é 200 baht mais elevado, cerca de 57% acima do preço inicial das sessões normais. A estreia exclusiva em streaming no YouTube Premium está prevista para o final de 2026, mas ainda não foi anunciada uma data exacta.

A próxima fase a solo de Lisa inclui o single SaWaDiKa e o EP Press Play. Também foi anunciada uma residência em Las Vegas, mas os relatos não especificam datas. O documentário deixa-a no momento em que regressa ao trabalho com o grupo; os lançamentos a solo posteriores mostram que o período retratado não foi o fim das suas ambições individuais.

Pontos principais

  • Always Lalisa acompanha o álbum a solo de Lisa, a estreia como actriz, os preparativos para o Coachella e o regresso aos Blackpink, em junho de 2025.
  • Lisa reconhece que agiu mal ao usar insultos racistas em imagens de ensaios da adolescência. Kim diz que a resposta foi filmada sem respostas preparadas.
  • O filme regista ameaças de morte, insegurança vocal, uma fuga de informação sobre o álbum e reacções negativas a Alter Ego.
  • Lisa descreve a procura de maior controlo sobre a música, as relações e a vida privada, mantendo os laços com as colegas de banda.
  • As sessões na Tailândia estão previstas para 12 a 18 de outubro de 2026, com bilhetes a partir de 350 baht para sessões normais e 550 baht para IMAX.
  • A estreia em streaming no YouTube Premium está prevista para o final de 2026, mas a data exacta ainda não foi anunciada.
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