Tanushree Dutta enfrenta críticas após notícias sobre a morte de Nana Patekar e o caso controverso volta a estar em destaque

13 min de leitura
Tanushree Dutta Faces Backlash Over Nana Patekar Death Reports as Disputed Case Returns to Focus

Declarações controversas reavivam disputa que remonta a 2008

A reação de Tanushree Dutta às notícias sobre a morte de Nana Patekar reabriu uma disputa que começou com um alegado incidente num cenário de filmagens em março de 2008, levou a uma queixa à polícia em outubro de 2018 e chegou a uma nova decisão judicial em 7 de março de 2025. O uso da expressão "evil dead" foi condenado pela All Indian Cine Workers Association (AICWA), enquanto a atriz Sandhya Mridul defendeu publicamente o direito dos sobreviventes a descreverem as suas experiências.

Índice
  1. Declarações controversas reavivam disputa que remonta a 2008
  2. O que Dutta disse antes do evento em Lucknow
  3. As alegações posteriores de intimidação
  4. Por que recusou os apelos ao perdão
  5. AICWA condena as declarações, enquanto Mridul apoia os sobreviventes
  6. O que aconteceu no cenário de filmagens e depois
  7. Por que o relatório policial de 2019 continuou a ser contestado
  8. A decisão de 2025 incidiu sobre um prazo legal
  9. A publicação posterior, as notícias sobre a morte e os detalhes por esclarecer
  10. Cronologia do caso e das reações noticiadas
  11. Principais pontos

Várias notícias situam a morte de Patekar em Goa, a 8 de outubro de 2026, e indicam que tinha 75 anos. No entanto, esses relatos não são acompanhados por qualquer confirmação oficial da sua morte, da data ou da causa médica. As notícias sobre a morte e as reações que se seguiram exigem, por isso, esta ressalva. Os relatos também divergem quanto à alegada causa médica: uns referem ataque cardíaco, outros paragem cardíaca, termos que descrevem situações diferentes.

Dutta disse inicialmente que viajava para Lucknow para um evento e que queria algum tempo para decidir como responder. Apresentou condolências à família e, em declarações posteriores, defendeu a sua escolha de palavras, descrevendo alegadas intimidações, danos nos travões do seu carro e o sofrimento duradouro que sentiu depois de falar publicamente em 2018.

Patekar negou sistematicamente as acusações de assédio sexual. Em 2019, a polícia de Mumbai pediu o arquivamento do caso. Uma decisão judicial posterior incidiu sobre o prazo legal para apreciar o alegado crime de 2008, e não sobre a determinação da veracidade ou falsidade do incidente. Esta distinção é importante, uma vez que os debates públicos agora reavivados misturam as acusações, as conclusões da polícia e a decisão processual do tribunal.

Publicidade

O que Dutta disse antes do evento em Lucknow

Num vídeo publicado nas Histórias do Instagram, Dutta contou que soube da alegada morte enquanto se preparava para um compromisso profissional. A sua reação inicial juntou um pedido de tempo, preocupação com a atenção dos meios de comunicação e condolências.

Dutta, a atriz cujas acusações de 2018 contribuíram para dar força ao movimento #MeToo na Índia, disse:

Maine suna hai. Ouvi a notícia. Eu só… hoje é um dia de trabalho para mim. Vou a Lucknow para um evento e quero concentrar-me nisso.

Disse que tinha planeado um grande evento e que tencionava publicar conteúdos ao longo do dia. A expressão que desencadeou a controvérsia surgiu quando descreveu aquilo em que esperava que os jornalistas se concentrassem nessa noite.

Explicando por que adiava uma resposta mais desenvolvida, Dutta acrescentou:

Darei a minha reação quando perceber que tipo de reação devo ter.

Disse também: "Apresento, sem dúvida, as minhas condolências à família." No evento em Lucknow, terá mantido que não tinha qualquer reação a dar e que queria concentrar-se em fazer do evento um sucesso. As declarações posteriores foram mais diretas: defendeu a expressão "evil dead" como forma de descrever a sua própria experiência, sem a retirar.

As alegações posteriores de intimidação

Dutta afirmou que a reação pública às suas declarações ignorou o que descreveu como anos de dificuldades após o #MeToo. Alegou que homens a seguiam, que sofreu pressões e propostas de incentivos para abandonar o caso e que as ameaças à sua segurança continuaram depois de 2020.

Num dos relatos, situou especificamente em 2024 os alegados danos nos travões do seu carro. Outros relatos dizem que os travões foram cortados, danificados ou removidos. Estas descrições não permitem estabelecer com precisão o que aconteceu, e não é indicada qualquer conclusão policial ou verificação independente da alegada sabotagem.

Ao descrever o incidente num vídeo do Instagram, Dutta disse:

Em 2024, alguém cortou os travões do meu carro. Os bandidos seguiam-me para todo o lado depois do movimento #MeToo.

Referiu também um acidente e uma intoxicação alimentar. Estas são alegações suas, não provas estabelecidas de que Patekar ou qualquer outra pessoa identificada tenha causado esses acontecimentos. Esta distinção é particularmente necessária porque Dutta associou o seu sofrimento a Patekar e ao que descreveu como um grupo mais vasto.

Dutta disse que ponderou deixar Mumbai e mudar-se para uma cidade de templos por não se sentir em segurança. As referências à duração variam: em diferentes momentos, fala dos últimos cinco anos, de cinco a sete anos e de dificuldades desde 2018, sobretudo após 2020. Não apresentam um relato cronológico consistente de cada alegado incidente.

Publicidade

Por que recusou os apelos ao perdão

Dutta disse que algumas pessoas a aconselharam a perdoar Patekar na sequência das notícias sobre a morte. Rejeitou esse pedido, alegando que, segundo ela, ele nunca pediu desculpa nem reconheceu qualquer culpa.

Defendeu que o luto público não podia apagar o seu relato do que aconteceu nem o sofrimento que, segundo ela, se seguiu. A posição de Patekar era diferente: negou as acusações originais. Numa entrevista posterior, disse que o incidente que ela descreveu "não aconteceu".

Defendendo a escolha de palavras, Dutta afirmou:

Por isso, quando digo que o mal morreu, digo-o porque, para mim, essa era a minha realidade. Este homem perturbou-me até na morte.

Uma mensagem separada no Instagram terá afirmado que a sua vida estava "esperançada e encaminhada para coisas melhores" depois de usar a mesma expressão. As declarações expressam as acusações e sentimentos pessoais de Dutta. Não estabelecem responsabilidade criminal, e os processos judiciais não resultaram numa condenação.

AICWA condena as declarações, enquanto Mridul apoia os sobreviventes

Suresh Shyamlal Gupta, presidente da AICWA, condenou a linguagem de Dutta e invocou o serviço público e o trabalho de caridade de Patekar. Referiu a condecoração Padma Shri atribuída ao ator, o seu serviço durante a Guerra de Kargil e o apoio da Naam Foundation às famílias de agricultores.

Referindo-se à expressão usada por Dutta, Gupta disse:

Num momento como este, a declaração de Tanushree Dutta nas redes sociais, na qual usou as palavras 'evil dead', é profundamente censurável, insensível e vergonhosa. A AICWA condena-a veementemente.

Outro relato identifica o presidente como Suresh Shyamlal e cita-o a descrever os comentários como uma tentativa de obter "publicidade barata". A resposta da associação centrou-se na linguagem usada após uma morte noticiada, não numa nova investigação das acusações subjacentes.

A atriz Sandhya Mridul tomou uma posição diferente numa publicação e nas Histórias do Instagram. Não identificou Dutta nem Patekar, pelo que as suas declarações não devem ser entendidas como um juízo factual direto sobre o caso.

Manifestando apoio aos sobreviventes, Mridul escreveu:

Um sobrevivente vive com isso durante toda a vida. Estarei sempre ao lado do sobrevivente.

Defendeu também que é possível estar de luto por alguém e reconhecer, ao mesmo tempo, a dor de outra pessoa associada a essa pessoa. As reações opostas revelam a divergência central: se as convenções do luto público devem limitar o que uma pessoa que acusa alguém diz sobre experiências por resolver.

Publicidade

O que aconteceu no cenário de filmagens e depois

A acusação original dizia respeito à filmagem de uma canção para Horn 'Ok' Pleasss. Dutta afirmou que Patekar insistiu em acrescentar passos de dança íntimos e inadequados, apesar das suas objeções. O filme é habitualmente identificado como uma produção de 2009, embora o alegado incidente tenha ocorrido durante as filmagens, em 2008.

O relato judicial posterior situa o alegado incidente em 23 de março de 2008. Uma notícia situa, em vez disso, a acusação inicial de Dutta em outubro de 2008, enquanto outra diz que a filmagem da canção ocorreu em 2009. Estes relatos divergem da data de março de 2008 usada no processo judicial e não devem ser combinados numa cronologia única, como se esta estivesse definitivamente estabelecida.

Dutta terá apresentado uma queixa à Cine and TV Artistes Association em 2008. Segundo um relato, não foi tomada qualquer medida por se considerar que o assunto tinha natureza criminal. Mais tarde, foi substituída no filme. Em 2018, voltou a fazer as acusações publicamente e apresentou uma queixa à polícia, identificando Patekar, o coreógrafo Ganesh Acharya, o realizador Rakesh Sarang e o produtor Samee Siddiqui.

Patekar negou as acusações e terá enviado a Dutta uma notificação judicial. A 13 de outubro de 2018, o seu advogado, Nitin Satpute, apresentou à polícia de Oshiwara um requerimento para que fossem realizados testes de narcoanálise, mapeamento cerebral e deteção de mentiras aos quatro homens. O requerimento mostra o que o advogado pediu, não que os testes tenham sido aprovados, realizados ou produzido provas.

Por que o relatório policial de 2019 continuou a ser contestado

Em 2019, a polícia de Mumbai apresentou ao Tribunal Metropolitano de Magistrados de Andheri um relatório a pedir o arquivamento do caso. Alguns relatos descrevem esta decisão como uma "absolvição" por falta de provas. Descrições posteriores dizem que a polícia classificou a queixa como falsa ou maliciosa num relatório B sumário.

Estas descrições não são equivalentes. Concluir que os investigadores não tinham provas suficientes para deduzir acusação é diferente de alegar que uma queixa foi deliberadamente falsa. Nenhuma das duas situações deve ser apresentada como uma decisão de um tribunal após julgamento.

Um agente da polícia de Oshiwara explicou na altura as dificuldades em matéria de prova:

Não encontrámos provas conclusivas contra nenhum dos acusados identificados na FIR. Chamámos várias testemunhas para prestar declarações sobre o incidente e, embora algumas tenham dito que não conseguiam recordar os pormenores devido ao tempo decorrido, outras nunca compareceram.

Satpute contestou a investigação, alegando que algumas declarações de testemunhas não tinham sido recolhidas e que outras estavam incompletas. Disse que Dutta se oporia ao relatório de arquivamento e pediria uma decisão favorável ao Supremo Tribunal de Bombaim. Essa declaração anunciava uma intenção; não estabelece o resultado de qualquer processo nesse tribunal.

A 5 de dezembro de 2019, Dutta apresentou uma petição de protesto, pedindo uma investigação mais aprofundada e a adoção de medidas legais. Uma petição de protesto permite que um queixoso conteste junto do magistrado a recomendação da polícia para arquivar um caso.

Publicidade

A 7 de março de 2025, o magistrado judicial de primeira classe N. V. Bansal, em Andheri, recusou tomar conhecimento do alegado incidente de 2008. Tomar conhecimento significa que o tribunal aprecia formalmente uma alegada infração para efeitos judiciais.

O magistrado aplicou o artigo 468.º do Código de Processo Penal, que estabelece prazos para a apreciação de determinadas infrações, consoante as penas possíveis. O relato do tribunal identifica os artigos 354.º e 509.º do Código Penal indiano e um prazo de prescrição de três anos. Outro relato explica que, antes da alteração de 2013, o artigo 354.º previa uma pena máxima de dois anos.

A FIR foi registada em outubro de 2018, mais de dez anos depois do alegado incidente de março de 2008. O tribunal assinalou que nem o Ministério Público nem Dutta tinham apresentado um requerimento para que o atraso fosse relevado, acompanhado de razões suficientes que o justificassem.

A distinção mais importante consta da formulação atribuída ao magistrado:

"Não se pode dizer que o alegado primeiro incidente seja falso nem que seja verdadeiro".

O tribunal afirmou que não tinha examinado os factos desse alegado incidente. Deu por concluído o processo relativo ao relatório B sumário porque o impedimento legal não lhe permitia tomar conhecimento do caso. Um relato separado também refere que uma queixa por uma alegada declaração televisiva difamatória, em 2018, foi rejeitada ao abrigo do artigo 203.º, por não haver motivos para prosseguir e faltarem provas da intenção.

O resultado pôs fim a esses processos, mas não deve ser descrito como uma decisão judicial de que o alegado assédio de 2008 aconteceu ou foi inventado.

A publicação posterior, as notícias sobre a morte e os detalhes por esclarecer

Uma publicação posterior no Instagram atribuída a Dutta descrevia a sua devoção a Mahakal Baba e afirmava que a fé a protegia de ataques. Alegou também que Patekar e outros realizavam rituais prejudiciais. Estas afirmações dizem respeito às suas crenças e acusações; não há aqui qualquer fundamento verificado de forma independente para apresentar como facto a existência de danos sobrenaturais.

A mesma publicação manifestava dúvidas quanto à autenticidade das notícias sobre a morte e incluía declarações preocupantes, sugerindo que Dutta não queria continuar a viver se as suas circunstâncias se mantivessem. Estas declarações devem ser tratadas com cuidado, não repetidas de forma sensacionalista. Não estabelecem um diagnóstico clínico nem confirmam as suas acusações.

Separadamente, o filho de Patekar, Malhar, terá explicado que os preparativos para o funeral demoraram mais tempo porque foi necessário transportar o corpo de Goa para a casa de campo da família, em Pune. As notícias dizem que o funeral decorreu ao fim da tarde de quinta-feira, mas não é indicada qualquer comunicação oficial sobre o funeral ou declaração médica.

Os relatos referem, de forma variável, ataque cardíaco e paragem cardíaca como causas alegadas. Um ataque cardíaco envolve o bloqueio do fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco; uma paragem cardíaca significa que o coração deixa de bombear eficazmente. Uma situação pode levar à outra, mas, sem confirmação médica, não devem ser tratadas como conclusões idênticas.

A reputação pública de Patekar incluía também uma longa carreira de ator e trabalho filantrópico em zonas rurais. Em 2015, criou a Naam Foundation com o ator Makarand Anaspure. A sua carreira no cinema estendeu-se de Ankush e Krantiveer a Welcome e ao drama marata Natsamrat. Estas realizações ajudam a explicar parte das manifestações de pesar descritas nas notícias, mas não resolvem as acusações contestadas.

Publicidade

Cronologia do caso e das reações noticiadas

A cronologia distingue o alegado incidente, a investigação e as reações posteriores. Mostra também por que dizer simplesmente que o caso foi arquivado em 2019 omite a contestação posterior de Dutta.

  • 23 de março de 2008: Alegado incidente no cenário de filmagens, segundo a data indicada no relato judicial posterior.
  • Outubro de 2018: Dutta registou uma FIR que identificava Patekar e outras três pessoas.
  • 13 de outubro de 2018: O advogado Nitin Satpute pediu a realização de testes de investigação aos quatro acusados.
  • Junho de 2019: A polícia terá pedido o arquivamento por não ter encontrado provas incriminatórias.
  • 5 de dezembro de 2019: Dutta apresentou uma petição de protesto, pedindo uma investigação mais aprofundada.
  • 7 de março de 2025: O magistrado de Andheri recusou tomar conhecimento do alegado crime de 2008 devido ao prazo de prescrição.
  • 8 de outubro de 2026: Várias notícias situam neste dia a morte de Patekar e a reação inicial de Dutta, sem que as acompanhe qualquer confirmação oficial.

Não é indicada qualquer audiência seguinte, prazo para recurso ou nova decisão de investigação. A confirmação das notícias sobre a morte, da causa médica exata e das alegações posteriores de Dutta sobre a sua segurança é independente do historial processual documentado da queixa de assédio.

Principais pontos

  • Dutta começou por apresentar condolências e disse que queria concentrar-se num evento em Lucknow antes de dar uma resposta mais desenvolvida.
  • Mais tarde, defendeu a expressão "evil dead" e alegou ter sofrido anos de intimidação e sofrimento.
  • A AICWA condenou a sua linguagem; Sandhya Mridul apoiou os sobreviventes sem identificar nenhum dos atores.
  • Patekar negou as acusações de assédio sexual, e a polícia pediu o arquivamento em 2019.
  • A decisão judicial de 2025 aplicou um prazo legal de prescrição e não determinou se o alegado incidente de 2008 era verdadeiro ou falso.
  • As notícias sobre a data da morte, a causa médica e as alegações posteriores não são acompanhadas por confirmação oficial ou verificação independente.
Partilhar este artigo

Também pode gostar