Zheng Qinwen conquista o primeiro título WTA 1000 num triunfo histórico no Open da China

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Zheng Qinwen Wins First WTA 1000 Title in Historic China Open Triumph

Três pontos de set salvos transformam final de Pequim num triunfo histórico

Zheng Qinwen salvou três pontos de set antes de derrotar Mirra Andreeva por 7-5, 6-4, em Pequim, no domingo, 11 de outubro de 2026, tornando-se a primeira tenista chinesa a conquistar o título de singulares do Open da China. A campeã olímpica concluiu a final em 1 hora e 43 minutos, garantindo o seu primeiro troféu WTA 1000 com um ás no primeiro ponto de encontro.

Índice
  1. Três pontos de set salvos transformam final de Pequim num triunfo histórico
  2. Como Zheng escapou à derrota no primeiro set
  3. Um break tardio e um ás decidem o título
  4. Um percurso exigente, de convidada a campeã
  5. A cirurgia ao cotovelo mudou o rumo da carreira
  6. O Open dos EUA deu sinais de regresso
  7. Os marcos do regresso
  8. O apoio do público da casa termina em lágrimas e com uma canção
  9. Andreeva perde a final, mas alcança um marco no ranking
  10. Pontos-chave

O resultado assinalou uma recuperação notável para uma jogadora cuja classificação descera até ao 160.º lugar em junho, depois de uma cirurgia ao cotovelo direito. Zheng entrou no torneio disputado em casa no 54.º lugar do ranking, graças a um convite para o quadro principal, e terminou com o seu sexto título no circuito e o primeiro desde Tóquio, em outubro de 2024.

A Women's Tennis Association confirmou no seu resumo oficial do encontro que Zheng derrotou a quarta cabeça de série e passou a liderar por 2-0 o confronto direto com Andreeva. A WTA confirmou também que se tornou a primeira campeã chinesa de singulares femininos do torneio.

A vitória valeu-lhe 1000 pontos para o ranking e 1 151 380 dólares em prémios monetários. Previa-se que Zheng subisse 31 lugares, até ao 23.º, na atualização do ranking de segunda-feira, 12 de outubro. Andreeva, que ocupava o quinto lugar à entrada no torneio, deveria alcançar um novo máximo de carreira, o terceiro lugar, apesar da derrota na final.

Estes números mostram apenas parte da recuperação. Zheng teve de recuperar de uma desvantagem inicial, resistir a três oportunidades de Andreeva para fechar o primeiro set e encontrar energia suficiente para concluir um torneio exigente perante um público da casa entusiasta.

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Como Zheng escapou à derrota no primeiro set

Andreeva quebrou o serviço de Zheng no início e adiantou-se por 2-0. Zheng recuperou o break, mas a russa manteve-se na luta e liderava por 5-4 quando dispôs de três pontos de set no serviço de Zheng. Se tivesse concretizado qualquer um deles, Andreeva teria vencido o primeiro set.

Em vez disso, Zheng segurou o serviço para fazer 5-5 e assumiu o controlo. A maioria dos relatos detalhados indica que venceu os últimos 11 pontos do set, uma sequência que transformou a possibilidade de ficar a perder por um set numa vantagem de 7-5. Outro relato aponta para uma série final de oito pontos. Os relatos coincidem nos factos decisivos: Zheng salvou os três pontos de set e venceu os três jogos seguintes.

Mais tarde, Andreeva descreveu como Zheng recorreu ao serviço e aos golpes de finalização para escapar. No primeiro ponto de set, Zheng serviu para o meio, avançou para atacar com o golpe seguinte e concluiu com um smash. Andreeva disse que poderia ter arriscado mais na segunda oportunidade; Zheng terminou a terceira com um vólei.

A sequência foi mais importante do que o resultado final, por si só, deixa perceber. Uma vitória em dois sets pode parecer confortável, mas Zheng esteve a um ponto de ter de correr atrás do resultado. A resposta combinou um serviço forte com a vontade de avançar no court e concluir os pontos sob pressão.

Um break tardio e um ás decidem o título

O segundo set também teve breaks no início, antes de as jogadoras chegarem ao 4-4. Zheng quebrou depois o serviço no nono jogo e serviu para o título com 5-4. Um relato detalhado diz que converteu o quarto ponto de break nesse jogo, depois de Andreeva ter salvo os três primeiros.

Os relatos divergem quanto a essas oportunidades de break. Um resumo diz que Zheng salvou três pontos de break com o resultado em 4-4, enquanto o relato do encontro que o acompanha descreve Andreeva a salvar esses pontos antes de Zheng conseguir o break. A sequência consensual é que Zheng venceu o nono jogo no serviço de Andreeva e depois confirmou o seu serviço para fechar o set por 6-4.

Uma dupla falta já perto do fim interrompeu momentaneamente o avanço de Zheng, mas esta terminou o encontro com um ás dirigido ao lado do revés de Andreeva. Depois, caiu no court e chorou, enquanto o público festejava.

Os seus direitas ofensivos e os winners cruzados ajudaram-na a comandar os pontos, enquanto o serviço final garantiu um desfecho decisivo. Foi a 14.ª vitória da carreira sobre uma adversária do top 10 e a terceira da época frente a uma jogadora desse grupo.

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Um percurso exigente, de convidada a campeã

O torneio de Zheng destacou-se pela resistência que teve de superar. Entrou graças a um convite, em vez de uma vaga direta conquistada pela classificação, e derrotou várias cabeças de série antes de vencer Andreeva.

Os relatos divergem quanto ao percurso exato. Um refere seis encontros, cinco vitórias sobre cabeças de série e três jogos decididos num terceiro set. Outro fala em sete encontros, com os primeiros quatro a prolongarem-se por três sets e os três últimos a terminarem em dois. Um relato separado diz que derrotou quatro cabeças de série antes da final, o que elevaria o total a cinco, contando com Andreeva.

O total noticiado de 78 jogos perdidos durante o torneio dá uma medida útil do esforço exigido. Esse número foi descrito como um recorde para uma campeã de torneios Tier I ou WTA 1000 desde a criação da categoria, em 1990, superando os 66 jogos perdidos por Belinda Bencic na conquista de Toronto, em 2015. A diferença é de 12 jogos.

Tier I era o nome anterior da principal categoria regular do circuito, agora representada pelos torneios WTA 1000. A designação 1000 refere-se aos pontos atribuídos à campeã de singulares. Os torneios do Grand Slam estão acima desse nível, pelo que Pequim deu a Zheng um importante título do circuito numa categoria que nunca tinha conquistado.

A cirurgia ao cotovelo mudou o rumo da carreira

Zheng foi operada ao cotovelo direito, o dominante, em julho de 2025, depois de uma lesão ter interrompido a sua progressão. Um relato diz que disputou apenas dois encontros nos sete meses seguintes; outro descreve uma ausência de quase seis meses. Ambos apontam para uma interrupção prolongada, não para uma breve pausa na competição.

A sua classificação desceu até ao 160.º lugar em meados de junho de 2026. No início do Open da China, tinha recuperado até ao 54.º lugar. A subida prevista para o 23.º lugar deixá-la-ia 137 posições acima do mínimo alcançado em junho e devolvê-la-ia ao top 30 pela primeira vez desde março.

Os relatos concordam que o melhor ranking da carreira de Zheng foi o quarto lugar, mas divergem quanto a ter sido alcançado em 2024 ou 2025. Também apresentam idades diferentes para a jogadora. Nenhuma destas discrepâncias altera a evolução essencial: cirurgia, forte queda no ranking, regresso à competição e um novo título em Pequim.

Zheng, a nova campeã do Open da China, agradeceu à sua equipa durante a cerimónia de entrega do troféu e falou da dificuldade da recuperação.

Quero agradecer à minha equipa por me ter apoiado ao longo deste percurso. Passei por um ano muito difícil e não teria conseguido sem vocês.

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O Open dos EUA deu sinais de regresso

Pequim surgiu na sequência de sinais de melhoria noutros torneios. Zheng chegou aos quartos de final em Atenas e, depois, passou pela fase de qualificação para alcançar os quartos de final do Open dos EUA de 2026. Para isso, teve primeiro de conquistar um lugar no quadro principal antes de defrontar jogadoras que tinham entrado diretamente.

Durante o Open dos EUA, recuperou por duas vezes de desvantagens de 5-0 em encontros que venceu, frente a Madison Keys e Iga Swiatek. O seu percurso terminou diante de Elena Rybakina, que viria a conquistar o título. Essas recuperações foram um precedente recente da resistência que demonstrou em Pequim perante os três pontos de set de Andreeva.

A época também tinha incluído derrotas na primeira ronda de Roland Garros e Wimbledon. O contraste torna o resultado no Open da China mais significativo do que uma única semana de sucesso: Zheng passou de eliminações precoces em dois torneios do Grand Slam a uns quartos de final de um Grand Slam e, depois, à conquista de um WTA 1000.

Os seus feitos anteriores continuavam a ser uma fasquia elevada. Em 2024, chegou à final do Open da Austrália, conquistou o ouro olímpico em singulares nos courts de Roland Garros, em Paris, e derrotou Sofia Kenin para vencer em Tóquio, em outubro. Pequim pôs fim ao período sem títulos que se seguiu.

Os marcos do regresso

A recuperação de Zheng prolongou-se por mais de um ano, com várias etapas distintas entre a operação e a final do Open da China.

  • 2024: Chegou à final do Open da Austrália, conquistou o ouro olímpico em singulares em Paris e venceu em Tóquio, em outubro.
  • Julho de 2025: Foi operada ao cotovelo direito.
  • Meados de junho de 2026: Desceu até ao 160.º lugar do ranking.
  • Open dos EUA de 2026: Passou pela fase de qualificação e chegou aos quartos de final.
  • 11 de outubro de 2026: Derrotou Andreeva por 7-5, 6-4 e conquistou o Open da China.
  • 12 de outubro de 2026: Previa-se o regresso ao top 30, com uma classificação projetada no 23.º lugar.

A cronologia mostra que Pequim não foi o primeiro resultado positivo após a cirurgia, mas foi o primeiro título. Acrescentou também algo que faltara na sua melhor época anterior: um troféu WTA 1000 de singulares.

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O apoio do público da casa termina em lágrimas e com uma canção

Zheng atribuiu ao público da casa parte da força que lhe permitiu continuar quando se sentia exausta. Os relatos descrevem espectadores a festejar, por vezes, antes de os pontos terminarem e a gritar durante os serviços. O apoio foi intenso, embora em alguns momentos tenha perturbado ambas as jogadoras.

Nas declarações após o encontro, Zheng explicou o que significava para ela vencer em Pequim.

A sensação é incrível. Vencer aqui em Pequim, perante o meu público, sempre foi um dos meus sonhos.

Falou também das exigências físicas e mentais da final, dizendo que Andreeva lhe tinha quebrado o serviço no início e que precisara de se concentrar num ponto de cada vez.

A emoção no court deu lugar a uma celebração mais descontraída durante a cerimónia. Zheng cantou uma canção da série de animação Shenbing Kids perante um público que, segundo relatos, era composto por 15 000 pessoas. A atuação veio na sequência da vitória que fez dela a primeira campeã chinesa de singulares femininos desde o relançamento do torneio, em 2004. Foi também apontada como a primeira campeã convidada e a vencedora com a classificação mais baixa nesse período.

Andreeva perde a final, mas alcança um marco no ranking

Andreeva entrou no torneio como quarta cabeça de série e número cinco mundial. A subida prevista para o terceiro lugar faria dela a terceira jogadora mais jovem deste século a entrar pela primeira vez no top 3, depois de Maria Sharapova e Kim Clijsters.

Vários relatos identificam-na como campeã de Roland Garros em 2026, enquanto um descreve Zheng a felicitá-la por ter chegado à final desse ano, sem especificar o título. A vitória no torneio é referida explicitamente em vários relatos, mas as descrições das palavras de felicitação de Zheng divergem.

Há também uma discrepância quanto aos encontros anteriores entre as jogadoras. Um relato diz que Pequim foi o primeiro confronto. O resumo oficial da WTA confirma, em contrapartida, um registo de 2-0 para Zheng, de acordo com relatos de que venceu em três sets os quartos de final do Open da China de 2024.

Andreeva, finalista vencida em Pequim, elogiou a exibição de Zheng e refletiu sobre a dificuldade em encontrar ritmo na resposta ao serviço.

Hoje ela jogou muito bem, sem dúvida. Também é muito bom vê-la jogar melhor e regressar.

O próximo marco confirmado para ambas as jogadoras era a atualização do ranking de segunda-feira. Os lugares 23.º e terceiro eram previsões feitas após a final, não classificações já publicadas durante as celebrações.

Pontos-chave

  • Zheng Qinwen derrotou Mirra Andreeva por 7-5, 6-4 na final do Open da China, a 11 de outubro de 2026.
  • Tornou-se a primeira tenista chinesa a conquistar o título de singulares do torneio e venceu o seu primeiro troféu WTA 1000.
  • Zheng salvou três pontos de set no primeiro set e terminou o encontro com um ás no primeiro ponto de encontro.
  • Foi o seu sexto título no circuito e o primeiro desde Tóquio, em outubro de 2024.
  • Ganhou 1000 pontos para o ranking e 1 151 380 dólares, com uma subida prevista do 54.º para o 23.º lugar.
  • Esperava-se que Andreeva subisse do quinto lugar para um novo máximo de carreira, o terceiro.
  • A WTA confirmou que Zheng lidera agora o confronto direto entre ambas por 2-0.
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