Estudantes deixam mensagem de apoio no início do percurso da chama
NISHIO, Japão — Estudantes da Escola de Educação Especial da Prefeitura de Aichi, em Nishio, ajudaram a dar início aos preparativos para os Jogos Asiáticos Paralímpicos Aichi-Nagoya 2026, a 6 de outubro, participando numa cerimónia de acendimento de uma chama que fará parte do revezamento da tocha do evento. A abertura dos Jogos está marcada para 18 de outubro.
Índice
- Estudantes deixam mensagem de apoio no início do percurso da chama
- Como serão as chamas locais reunidas para formar a chama dos Jogos?
- Por que razão foi escolhida a escola de Nishio para a primeira cerimónia?
- O contexto local deu caráter à cerimónia
- O significado do revezamento antes da abertura
- O que importa saber
A cerimónia de Nishio foi a primeira de uma série prevista em 31 municípios da Prefeitura de Aichi. As chamas recolhidas nas comunidades participantes serão reunidas para formar a chama sagrada dos Jogos, ligando os eventos locais à competição regional.
Doze participantes, incluindo membros da associação de estudantes, leram mensagens de incentivo aos atletas. Um deles instou os competidores a «transformarem as diferenças em força» e a darem o seu melhor. Outras mensagens desejaram aos atletas sucesso na obtenção de recordes pessoais e na aplicação dos resultados do seu treino.
Os ventos fortes obrigaram os organizadores a transferir a cerimónia do campo desportivo da escola para o ginásio. Segundo relatos dos meios de comunicação japoneses, estiveram presentes mais de 100 estudantes e familiares. As lamparinas a álcool, colocadas dentro de taças de chá, deram um toque local à cerimónia, evocando a reputação de Nishio como zona produtora de chá.
Ken Nakamura, presidente da câmara de Nishio, usou uma vareta de ignição para recolher a chama de uma lamparina segurada por um estudante do terceiro ano do ensino secundário, em representação dos alunos. Depois, transferiu-a para uma lanterna com o emblema dos Jogos. A passagem da chama foi aplaudida pelos presentes.
Como serão as chamas locais reunidas para formar a chama dos Jogos?
A cerimónia de Nishio assinala o início de uma série mais ampla de eventos de recolha de chamas. Os municípios de Aichi deverão realizar as suas próprias cerimónias até 14 de outubro, recorrendo a abordagens que refletem as características e tradições locais. As chamas recolhidas serão reunidas no Parque Tsuruma, em Nagoya, a 15 de outubro, para formar a chama dos Jogos.
Este processo confere ao revezamento um caráter regional. Em vez de começar com uma única cerimónia no recinto principal, os preparativos da chama envolvem comunidades de toda a prefeitura. As chamas recolhidas em cada município contribuirão para a chama comum, antes de os corredores a transportarem pelos percursos previstos.
Espera-se que algumas cerimónias locais tirem partido de características próprias das comunidades. Em Takahama, estava prevista a utilização de um forno da Yamamoto Onigawara Kogyo, fabricante de telhas tradicionais Sanshu, para acender uma chama. A iniciativa reflete o objetivo mais amplo de associar os eventos da chama aos locais que os acolhem.
O próprio revezamento deverá começar em Okazaki a 10 de outubro e passar por outras cidades e localidades, incluindo Kariya, Chiryu, Inuyama, Toyota e Higashiura. Está previsto que o percurso termine em grande no Parque Meijo, em Nagoya, a 17 de outubro, na véspera da cerimónia de abertura. Em conjunto, as recolhas locais e o revezamento pretendem criar entusiasmo em torno dos Jogos.
Por que razão foi escolhida a escola de Nishio para a primeira cerimónia?
A realização da primeira recolha numa escola de educação especial colocou estudantes com deficiência no centro de um evento público ligado a uma importante competição de desporto paralímpico. O seu papel foi ativo: leram as mensagens, representaram os alunos durante a passagem da chama e ajudaram a definir a forma como os Jogos se dirigem aos atletas e ao público.
As mensagens centraram-se no esforço, na conquista e no valor da diferença. Esta linguagem está estreitamente associada ao desporto paralímpico, no qual os atletas competem com uma ampla variedade de deficiências físicas e sensoriais, e em que os sistemas de classificação agrupam os competidores de modo a promover uma competição justa. Os Jogos reúnem atletas de toda a Ásia em provas adaptadas a diferentes modalidades e classes de deficiência.
Para os estudantes, a cerimónia foi também uma oportunidade para expressarem o que esperam do evento. Misuzu Yamauchi, estudante de 17 anos do terceiro ano, que entregou a lamparina ao presidente da câmara, disse estar ansiosa por assistir ao basquetebol em cadeira de rodas. Esperava que os Jogos fossem um evento de que tanto o público como os atletas pudessem desfrutar com total empenho.
O basquetebol em cadeira de rodas é uma das modalidades paralímpicas mais conhecidas. Os jogadores usam cadeiras de rodas especialmente concebidas e conduzem a bola, passam-na e lançam ao cesto segundo regras adaptadas à deslocação em cadeira de rodas. A velocidade e o trabalho de equipa ajudaram a tornar a modalidade popular nas competições internacionais.
O contexto local deu caráter à cerimónia
As taças de chá e as lamparinas a álcool ligaram o ritual formal da chama à identidade de Nishio enquanto comunidade produtora de chá. Os organizadores dispuseram as lamparinas sobre mesas, usando as taças como suportes em vez de recorrerem a uma exposição genérica. Este pormenor tornou a cerimónia reconhecível como um evento local, mantendo o foco na chama e nas mensagens dos estudantes.
O mau tempo alterou o local previsto, mas não a sequência central da cerimónia. Depois de se transferirem para o interior devido aos ventos fortes, os participantes prosseguiram no ginásio, onde os estudantes leram as suas mensagens antes de o presidente da câmara recolher a chama e a colocar na lanterna.
A escolha de uma lanterna oferece uma forma prática de preservar e transportar o fogo recolhido durante o processo cerimonial mais amplo. Depois de reunidas as chamas locais, a chama dos Jogos poderá ser transportada no revezamento. Esta continuidade simbólica liga os vários eventos municipais à abertura da competição.
O significado do revezamento antes da abertura
O revezamento da chama é um dos rituais públicos que antecedem um grande evento multidesportivo. Dá às comunidades anfitriãs um papel visível nos preparativos e cria oportunidades para os residentes contactarem com os Jogos fora dos recintos de competição. Em Aichi, as cerimónias de recolha abrangem 31 municípios, seguindo-se eventos do revezamento em sete cidades e localidades.
O calendário passa das recolhas locais da chama para um encontro em Nagoya e, depois, para o destino final do revezamento, no Parque Meijo. Esta sequência permite aos organizadores apresentar os Jogos como um evento que abrange toda a prefeitura, apesar de as competições e cerimónias decorrerem em recintos específicos.
Os Jogos Asiáticos Paralímpicos Aichi-Nagoya são uma competição regional para atletas paralímpicos, e a data de abertura, 18 de outubro, dá aos eventos da chama um período preparatório curto e bem definido. A cerimónia de Nishio deu início a esse período com uma mensagem dos estudantes aos atletas: as diferenças podem ser uma fonte de força, e a preparação deve traduzir-se em desempenho.
O que importa saber
- A abertura dos Jogos Asiáticos Paralímpicos Aichi-Nagoya 2026 está marcada para 18 de outubro.
- Nishio realizou a primeira cerimónia de recolha da chama a 6 de outubro, na Escola de Educação Especial da Prefeitura de Aichi, em Nishio.
- Estão previstas cerimónias da chama em 31 municípios de Aichi até 14 de outubro.
- As chamas deverão ser reunidas no Parque Tsuruma, em Nagoya, a 15 de outubro.
- O revezamento da tocha deverá começar em Okazaki a 10 de outubro e terminar no Parque Meijo a 17 de outubro.
- Doze estudantes e outros participantes estiveram envolvidos em Nishio, onde os estudantes partilharam mensagens de apoio aos atletas.






