De Chandigarh a Narita: Piloto indiana traça novo rumo no Japão após a pandemia ter virado a sua carreira do avesso

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De Chandigarh a Narita: Piloto indiana traça novo rumo no Japão após a pandemia ter virado a sua carreira do avesso

Um sonho levanta voo entre continentes

Para Simren Ghumman, o cockpit sempre foi mais do que apenas um local de trabalho. É uma segunda casa, um lugar onde a precisão se encontra com a paixão, e onde a vista a 35.000 pés oferece uma perspetiva da vida que poucos chegam a experimentar. Aos 53 anos, esta cidadã indiana considera agora Narita, no Japão, a sua casa, pilotando aeronaves para a companhia aérea de baixo custo Jetstar Japan Co., depois de uma pandemia global ter virado do avesso os seus planos cuidadosamente traçados.

Índice
  1. Um sonho levanta voo entre continentes
  2. Sonhos iniciais no norte da Índia
  3. Construir uma carreira na aviação
  4. O impacto devastador da pandemia
  5. Começar de novo no Japão
  6. A vida como piloto expatriada
  7. Encontrar beleza em novos ambientes
  8. A realidade das operações das companhias de baixo custo
  9. Contexto mais amplo do setor
  10. Abraçar o momento presente
  11. O que saber

Operando principalmente a partir do Aeroporto de Narita, na província de Chiba, a leste de Tóquio, Ghumman liga vários destinos domésticos e internacionais. Pilota 18 rotas domésticas e cinco rotas internacionais, incluindo voos para Taipé e Manila. Cada voo exige a sua concentração total, exigindo o acompanhamento constante dos instrumentos e das condições meteorológicas, ao mesmo tempo que dá prioridade à segurança, à economia de combustível, à pontualidade e ao conforto dos passageiros.

O trabalho está repleto de tensão contínua, mas Ghumman encontra motivação nos pequenos momentos. Ouvir o feedback dos passageiros através da tripulação de cabine dá-lhe ânimo. Comentários como «Foi um bom voo» e «A aterragem foi ótima» servem de lembrete do porquê de ter escolhido este rumo profissional há décadas.

A sua viagem para o Japão não foi planeada nem esperada. A pandemia de COVID-19 perturbou todo o setor da aviação, criando uma devastação pessoal que acabou por conduzir a uma oportunidade inesperada a quase 10.000 quilómetros de onde começou.

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Sonhos iniciais no norte da Índia

Nascida em Chandigarh, uma cidade no norte da Índia, Ghumman cresceu numa família em que a aviação fazia parte da vida quotidiana. O seu pai, Jagjit, serviu como piloto de caça da Força Aérea, enquanto a sua mãe trabalhava como professora. A família mudava-se frequentemente devido às transferências de base do pai, expondo a jovem Simren a várias regiões com diferentes etiquetas, disciplinas, climas e culturas.

Esta constante mudança ensinou-lhe valiosas lições sobre adaptabilidade. Recorda-se de ter aprendido a gostar de conhecer pessoas locais e de abraçar novos ambientes, uma experiência que teria um impacto duradouro mais tarde na sua vida, quando enfrentou a perspetiva de se mudar para o Japão.

Desde cedo, Ghumman aspirava seguir os passos do pai e tornar-se piloto de caça. No entanto, a Força Aérea Indiana, uma das maiores do mundo, não recrutava mulheres na altura. Esta barreira sistémica forçou-a a virar-se para a aviação civil.

Depois de se formar no departamento de comércio de uma universidade, dedicou-se a um estudo intensivo num instituto de formação durante dois anos. A sua perseverança deu frutos em 1994, quando obteve a licença de piloto. O momento em que o seu orgulhoso pai a abraçou e disse: «Muito bem, filha», no local onde os resultados foram anunciados, permanece gravado na sua memória.

Essa conquista marcou o início de uma carreira que abrangeria décadas e vários países, preparando o terreno para uma resiliência que lhe seria útil durante desafios futuros.

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Construir uma carreira na aviação

Com a licença na mão, Ghumman começou a construir a sua carreira em companhias aéreas na Índia e no Sri Lanca. O trabalho proporcionou-lhe experiência e crescimento profissional, permitindo-lhe desenvolver as competências que acabariam por torná-la uma candidata atrativa para posições internacionais.

À medida que a sua experiência se acumulava, as suas ambições também cresciam. Tinha planos concretos para o futuro, incluindo comprar uma casa e obter qualificações para pilotar o grande avião A330. O seu objetivo era operar em rotas prestigiadas para Paris e Londres, representando um marco significativo no seu percurso profissional.

Estas aspirações não eram meros sonhos, mas objetivos realistas baseados na sua trajetória profissional e no crescimento da aviação na sua região de origem. A indústria estava em expansão e havia procura de pilotos experientes. Tudo parecia correr de acordo com o plano até o mundo mudar no início de 2020.

Então, a pandemia de COVID-19 atingiu com uma força sem precedentes. A procura de aviação caiu a pique à medida que as fronteiras fecharam e as restrições de viagem foram implementadas em todo o mundo. As companhias aéreas enfrentaram o colapso financeiro, o que levou a despedimentos massivos e a uma transformação completa do panorama do setor.

O futuro cuidadosamente construído de Ghumman evaporou-se quase da noite para o dia. Os seus planos de comprar casa, atualizar a sua qualificação de aeronave e voar em rotas internacionais para a Europa foram todos gorados.

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O impacto devastador da pandemia

A indústria da aviação viveu uma das suas crises mais graves da história durante a pandemia. De acordo com relatórios do setor, companhias aéreas de todo o mundo deixaram milhares de aeronaves em terra e eliminaram dezenas de milhares de postos de trabalho, à medida que o número de passageiros caiu para níveis não vistos há décadas.

Ghumman refletiu sobre este período com franqueza. «Todos os planos que tinha em mente acabaram por ser apenas sonhos.» A devastação foi real e pessoal. No entanto, apesar do revés, nunca pensou em desistir de voar. A aviação não era apenas um trabalho, mas a sua vocação.

A pandemia criou um paradoxo único no mercado de trabalho da aviação. Enquanto muitos pilotos perderam os seus cargos, certas regiões e companhias começaram a recrutar aviadores experientes para se prepararem para a recuperação eventual. O Japão surgiu como uma dessas oportunidades.

De acordo com fontes de recrutamento da aviação, antes da COVID-19, os principais empregadores de expatriados no Japão eram a Air Japan, a Peach, a Skymark, a Jetstar Japan e a Nippon Cargo Airlines. Notavelmente, tanto a ANA como a Japan Airlines, as principais transportadoras, não costumam contratar pilotos expatriados para as suas operações principais, criando vagas em transportadoras subsidiárias e companhias aéreas de baixo custo.

Este panorama preparou o terreno para o capítulo seguinte de Ghumman. Quando decidiu assumir um novo desafio num país que lhe era desconhecido, as suas competências e diligência, baseadas na sua vasta experiência, foram reconhecidas pela Jetstar Japan.

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Começar de novo no Japão

Em março de 2023, Ghumman mudou-se para Narita para começar a sua nova função na Jetstar Japan. A transição representou uma mudança completa de cenário, cultura e ambiente de trabalho. O Japão era, na altura, um país desconhecido para ela, e chegou com conhecimentos mínimos da língua ou dos costumes.

A Jetstar Japan, parte do grupo mais amplo Jetstar Group, que inclui a Jetstar Airways, opera como um dos maiores grupos de companhias aéreas de baixo custo da região. A companhia é uma empresa conjunta entre o Qantas Group, a Japan Airlines e a Tokyo Century Corporation. Desde o lançamento de voos domésticos em julho de 2012 e de operações internacionais em fevereiro de 2015, a transportadora já serviu mais de 50 milhões de clientes.

Para Ghumman, adaptar-se ao Japão significou ajustar-se a diferenças culturais significativas. Ficou imediatamente impressionada com o contraste na perceção das cores entre a Índia e o Japão. Na Índia, o vestuário das pessoas tende a apresentar cores vibrantes como vermelho, amarelo e azul. No Japão, observou que o vestuário tende a ser maioritariamente discreto e sóbrio.

A dinâmica social também era notavelmente diferente daquela a que estava habituada. Embora os japoneses sejam diferentes da natureza extrovertida e sociável típica de muitos indianos, Ghumman passou a apreciar as suas qualidades distintas. Achou que os japoneses são «trabalhadores, meticulosos, educados e gentis». Admira particularmente o facto de serem «atenciosos o suficiente para evitar causar problemas a quem os rodeia», um valor cultural conhecido como «meiwaku» em japonês.

A infraestrutura de transportes também a impressionou. Ghumman ficou impressionada com a pontualidade dos comboios, que circulam com uma precisão notável em comparação com os sistemas ferroviários de muitos outros países. Esta fiabilidade e atenção ao horário alinhavam-se bem com as exigências da sua profissão.

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A vida como piloto expatriada

A experiência de pilotos estrangeiros a trabalhar no Japão traz desafios e benefícios específicos. De acordo com especialistas em recrutamento na aviação, o processo de candidatura às companhias aéreas no Japão é geralmente mais lento do que noutros países, exigindo paciência e documentação cuidadosa das horas de voo e qualificações.

Os requisitos médicos são rigorosos, mas geralmente superáveis para pilotos saudáveis. As autoridades da aviação japonesas mantêm padrões rigorosos, particularmente no que diz respeito a certos medicamentos e ao historial de saúde mental. Para a vida quotidiana, embora a proficiência em inglês no contexto da aviação seja elevada, aprender japonês básico revela-se inestimável para viver fora do cockpit.

As questões fiscais também são significativas para pilotos expatriados. Os residentes podem esperar pagar aproximadamente 35 a 40 por cento do seu salário total em impostos, incluindo imposto sobre o rendimento, contribuições para a pensão e saúde nacional. No entanto, os residentes também têm acesso ao excelente sistema de saúde do Japão e podem recuperar as contribuições para a pensão quando deixam o país, limitadas a 36 meses.

Para os pilotos baseados em Narita, a maioria opta por viver na própria cidade de Narita em vez de fazer o trajeto a partir do centro de Tóquio. A deslocação para Tóquio demora mais de uma hora em cada sentido e pode ser dispendiosa. A cidade de Narita oferece uma atmosfera encantadora de cidade pequena, com boas comodidades para expatriados, incluindo opções para famílias com crianças.

Ghumman adaptou-se gradualmente a este novo ritmo de vida. As suas competências linguísticas em japonês evoluíram de conhecer apenas cinco palavras básicas como «obrigado» para compreender mais de 1.000 palavras. Continua a estudar, demonstrando o mesmo empenho na aprendizagem que a ajudou a obter a licença de piloto décadas antes.

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Encontrar beleza em novos ambientes

Para além do trabalho, Ghumman descobriu formas de encontrar alegria e ligação no seu novo ambiente. Passear pelo Parque Naritasan tornou-se o seu método preferido de revitalização. O parque, situado perto do famoso Templo Naritasan Shinshoji, oferece caminhos pedestres tranquilos, longe do movimento do aeroporto.

O seu marido visita-a da Índia e, juntos, viajam pelo Japão, captando numerosas fotografias no seu telemóvel. Estas excursões permitem-lhes explorar as paisagens diversas do país, desde as ruas movimentadas de Tóquio até aos templos tranquilos de Quioto.

Determinados momentos passaram a simbolizar o seu crescente sentimento de pertença. Nos voos de regresso, ver a Península de Choshi a projetar-se no oceano Pacífico faz-lhe sentir uma alegria, ao perceber que está de volta a casa. Este marco geográfico, visível do ar, representa mais do que simples pontos de navegação — sinaliza a sua ligação a este novo lugar.

O contraste entre as suas expectativas iniciais e a sua realidade atual é profundo. A pandemia perturbou o futuro que tinha imaginado e, inesperadamente, trouxe-a para o Japão, mas agora aprecia o que descreve como a «surpresa maravilhosa» desta serendipidade.

Ghumman desenvolveu uma abordagem filosófica à imprevisibilidade da vida. Passou a acreditar que «às vezes o inesperado acontece na vida e as coisas não correm conforme o planeado. Em alturas dessas, passei a pensar que não há problema em simplesmente deixar fluir, em vez de ficar demasiado preso a metas e objetivos».

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A realidade das operações das companhias de baixo custo

Trabalhar para uma companhia de baixo custo como a Jetstar Japan implica exigências e pressões específicas. A indústria das companhias aéreas de baixo custo opera com margens extremamente reduzidas, exigindo eficiência em todos os aspetos das operações. Este modelo de negócio afeta tudo, desde os tempos de rotação das aeronaves até à escala dos pilotos.

Desafios recentes no setor da aviação destacaram a fragilidade deste modelo. No final de 2025, por exemplo, uma recolha global de aviões Airbus A320 para reparações urgentes de software causou perturbações significativas em toda a indústria. Cerca de 90 voos da Jetstar foram cancelados só na Austrália, com milhares de clientes afetados em todo o mundo.

A Airbus ordenou reparações imediatas em 6.000 dos seus aviões da família A320, mais de metade da frota global, depois de se ter descoberto que erupções solares podiam potencialmente corromper dados críticos para os controlos de voo. O problema afetou o Computador do Profundor e do Aileron, que envia comandos do manche lateral do piloto para os profundores que controlam a arfagem da aeronave.

Tyrone Simes, piloto-chefe da Jetstar, explicou a situação durante a perturbação, observando que a segurança continuava a ser a prioridade, apesar dos desafios operacionais. O incidente demonstrou como problemas técnicos podem propagar-se pelos horários das companhias aéreas, afetando tanto tripulações como passageiros.

Para pilotos como Ghumman, tais acontecimentos sublinham a importância da adaptabilidade e da disciplina profissional. A indústria da aviação apresenta constantemente novos desafios, desde atualizações técnicas a perturbações meteorológicas, exigindo que os pilotos mantenham a concentração e a compostura independentemente das circunstâncias.

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Contexto mais amplo do setor

Os desafios que a Jetstar e outras transportadoras enfrentam inserem-se num quadro mais amplo de volatilidade do setor da aviação. Em junho de 2025, o Qantas Group anunciou que encerraria a sua companhia aérea de baixo custo com sede em Singapura, a Jetstar Asia, citando o aumento dos custos dos fornecedores, das taxas aeroportuárias e da concorrência regional. A transportadora tinha uma projeção de perda operacional de 35 milhões de dólares australianos para o exercício financeiro.

O encerramento afetou cerca de 500 trabalhadores, embora a companhia aérea tenha oferecido um pacote de indemnização atrativo, incluindo quatro semanas de salário por cada ano de serviço, um bónus para o exercício financeiro em curso e acesso continuado a regalias de viagem para o pessoal. A Jetstar também trabalhou para ajudar os trabalhadores a encontrar novas funções em todo o setor da aviação.

Estes desenvolvimentos ilustram a natureza cíclica da indústria da aviação e a importância da resiliência para os profissionais da aviação. A mesma pandemia que criou oportunidades para pilotos no Japão também levou à consolidação e reestruturação noutras partes do setor.

Apesar destes desafios, o Jetstar Group continua a investir nas suas operações. A companhia aérea apresentou recentemente novos uniformes desenhados pela designer de moda australiana Genevieve Smart, marcando o início do que a CEO Stephanie Tully chamou «uma nova era para a companhia aérea, para as suas pessoas e para os seus clientes». Os novos uniformes dos pilotos passaram do tradicional preto para o azul, com cortes elegantes e elementos modernos.

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Abraçar o momento presente

A história de Ghumman reflete temas mais amplos de adaptação e de encontrar oportunidades na adversidade. O seu percurso de Chandigarh para o Sri Lanca e depois para o Japão demonstra a natureza internacional das carreiras modernas na aviação e a importância de permanecer aberta a caminhos inesperados.

Ela reconhece que o seu tempo no Japão pode não ser permanente. As carreiras na aviação envolvem frequentemente mobilidade, e pode chegar o dia em que viverá noutro país. Esta consciência moldou a sua perspetiva sobre o presente.

«É por isso que quero aproveitar o tempo que tenho, o momento presente em que estou no Japão», diz ela. Esta atenção plena representa uma mudança em relação ao seu foco anterior em objetivos e marcos específicos. Em vez de se fixar na próxima conquista ou mudança de carreira, aprendeu a valorizar a sua experiência e o seu ambiente atuais.

O cockpit continua a ser o seu domínio, um lugar onde as suas décadas de experiência e formação se fundem com os desafios de voar no espaço aéreo de um novo país. Cada descolagem e aterragem representa não apenas proficiência técnica, mas o culminar de uma viagem que começou com uma menina no norte da Índia a ver o pai pilotar aviões de caça.

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O que saber

  • Simren Ghumman é uma piloto indiana de 53 anos que trabalha para a Jetstar Japan, com base no Aeroporto de Narita.
  • Opera 18 rotas domésticas e cinco rotas internacionais, incluindo Taipé e Manila.
  • Ghumman obteve a sua licença de piloto em 1994, após dois anos de estudo intensivo.
  • O seu pai era piloto de caça da Força Aérea Indiana, o que influenciou a sua escolha de carreira.
  • A pandemia de COVID-19 perturbou os seus planos de pilotar aviões A330 para Paris e Londres.
  • Mudou-se para o Japão em março de 2023, depois de ser contratada pela Jetstar Japan.
  • A Jetstar Japan é uma empresa conjunta entre o Qantas Group, a Japan Airlines e a Tokyo Century Corporation.
  • As suas competências em japonês cresceram de cinco palavras para mais de 1.000 palavras.
  • Encontra alegria em ver a Península de Choshi nos voos de regresso, sinalizando que está em casa.
  • A indústria da aviação enfrenta desafios contínuos, incluindo recolhas técnicas e volatilidade do mercado.
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